terça-feira, outubro 23, 2007
Um ano de novo blog
quinta-feira, outubro 18, 2007
Dia do Médico
"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.
Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão.
Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.
A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.
Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica.
Meus colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.
Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.
Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."
Evidentemente que nesta vida (encarnação) não farei isso, mas me prepararei, no astral, sob os olhos e a concessão de Sr das Passagens, da vida e da morte.
E que "meu" Pai possa percorrer todos os leitos e minimizar as dores de cada enfermo.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Ficção realista e Verdade fictícia
Efetivamente que as duas pontas se alimentam e se destroem simultânea e continuamente. A droga sai das mãos dos traficantes para a sociedade consumir e a grana que é movimentada geram disputas violentas pelo controle do poder paralelo. O poder paralelo para proteger seu negócio milionário rouba, mata, guerreia, corrompe e implanta o medo.
Hipocritamente jogam um pano para abafar o que a própria sociedade produz, a violência e compram-se carros blindados, imóveis em condomínios que mais parecem um forte militar, seguranças, alarmes, grades, seguros de vida e roubo e torcem para que matem todos os bandidos. Os mesmos bandidos que a sociedade compra as drogas para as festinhas agitadas.
O filme cutuca uma ferida aberta na sociedade e causa a polêmica. Polícia é violenta e corruptível? Sociedade é falsa? Bandido é assim porque só lhe deram essa opção?
Há dois lados da moeda: a polícia não é nem violenta e corruptível assim, são só alguns policiais (talvez muitos, mas não todos). A sociedade também produz combate ao que ela mesma consome. E tem bandido que é assim porque é uma alma fraca e imperfeita, maldosa e que tem prazer de ser violento.
A pobreza de uma nação deveria ser medida pela forma com que ela trata seus problemas. Quanto mais encobrisse seus problemas e fingisse que a culpa é sempre do outro, maior seria a sua pobreza.
O filme Tropa de Elite é o outro lado da mesma moeda da violência urbana, só que focando a vida dos policiais. A outra face é o filme Cidade de Deus dirigido por Fernando Meirelles que retrata a mesma violência, o mesmo cosmo urbano, só que sob o ângulo das facções criminosas.
Infelizmente, com os dois filmes, parece que a violência extremada e a corrupção só existem na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro. Justiça seja feita: as outras grandes cidades também vivem o mesmo drama.
E a outra realidade no "país das maravilhas" do planalto que mais parece um filme: corrupção gera conchavo que gera alianças que geram sujeira que gera compadres que gera rombos que geram pobreza que gera a sensação que o crime perfeito é o do colarinho branco. Essa sensação causa desmoronamento no que é correto e o que é lícito, no que é bandido e no que é mocinho.
terça-feira, outubro 09, 2007
O incomôdo comodismo
Quantas coisas não almejamos, desejamos e realizamos quando as coisas são novíssimas em folha? Um carro novo é lavado e polido a todo momento. Queremos dormir ao lado de um presente novo. Queremos o tempo todo estar ao lado da pessoa recém conquistada.
Se as coisas duram mais do que este período da novidade, do glamour e do inédito, passa para o rótulo daquilo que nos acostumamos. Acostumamo-nos ao carro, à moto, ao brinquedo, à relação amorosa, ao emprego, à morada.
Passado mais tempo, pode-se cair na outra etapa: a rotina. Dirigimos o mesmo carro, vamos ao trabalho de anos, namoramos a mesma pessoa, nos acostumamos com aquela pessoa com quem nos casamos. Perdemos o empenho, a paciência, a tolerância, a valorização. Qual foi a última vez que você passou a tarde toda do sábado dando aquele trato no carro? Muda-se de hábitos e deixa que o pessoal do lava-rápido faça aquilo que você não deixava que ninguém fizesse: colocasse as mão sobre algo seu.
E aquela relação que de tantos anos já não lhe dá a mesma vontade? Será que o comodismo barrou o romantismo uma vez que o casal é ainda formado pelas mesmas pessoas?
O ser humano tem péssimas práticas: se satisfaz rapidamente com algo, descarta coisas velhas como se tudo fosse "plástico-vidro-metal" e se acomoda rapidamente.
O emprego torna-se uma fonte de desgosto. Mesmo que tenha um p... salário, que tenha excelentes benefícios. Aquela gata continua gata, mas o carinha já se enjoou.
Acomoda-se numa relação e nada mais se faz por ela. Não se pulsa a alegria de antes.
E estes comodimos incomodam. Matam aos poucos. Deterioram lentamente.
Será que uma cêra e uma bela lavada não devolveria o bom e velho carro, brinquedo, relação ou emprego de volta à vida cheia de vida?
A felicidade é encontrada em tudo que existe dentro de nós. Fora de nossa superfície somente estão ícones que transformamos ou em luxo ou em lixo.
segunda-feira, outubro 01, 2007
O prazo
Já pensou se soubéssemos a data provável de nossa inexorável "passagem" para o além? Não teríamos estrutura mental para suportar o nosso "prazo de validade" vencendo. E, embora saibamos de antemão que um dia "iremos", não pensamos sobre isso, mesmo porque é melhor nem pensar sobre isso.