
A empresa que trabalho segue a "onda mundial" do capitalismo: a terceirização.
A terceirização apregoa que as empresas devem focar seus esforços naquilo que elas sabem fazer e qualquer atividade fora disso, deve ser transferida para empresas especializadas.
Começou a terceirizar a limpeza predial, a manutenção predial, a segurança predial, a administração do refeitório.
Depois foi a vez da área de informática (a T.I.). Em seguida as atividades financeiras e envolvidas com a administração (incluindo a área de RH - Recursos Humanos).
Para que as coisas funcionem e os serviços sejam garantidos, criaram-se os SLA's (ou Acordos de Nível de Serviço), uma espécie de contrato que estabelece regras com prazos e nível de serviço.
Agora, neste novo modelo de negócio, onde uns 60% dos funcionários não mais existem, os funcionários existentes devem preencher formulários de solicitação de serviços, aguardar a emissão de seus números de tickets e acompanhar a realização dos tais serviços.
Antigamente, se solicitava determinado serviço para a área específica e as coisas fluiam mais rapidamente, justamente porque todos eram da mesma empresa, conheciam as necessidades de negócio e falavam a mesma língua.
Atualmente o ticket é remetido para um outro país (normalmente países do leste europeu ou asiático) e através da língua inglesa tenta-se estabelecer um entendimento daquilo que não se conhece, uma vez que a terceirização ocorreu a toque de caixa para uma redução rápida de custos e despesas.
O cliente da empresa tem que ser atendido, estando as coisas boas ou não dentro deste modelo.
O stress do funcionário é maior devido ao fato de lidar com a carga de trabalho, com os controles, com o trabalho extra de explicar o óbvio para um estrangeiro.
O que era ágil e eficaz (virtude de produzir um efeito), tornou-se moroso e eficiente (capacidade de produzir um efeito).






