sábado, maio 01, 2010
Férias!
Meus caros,
A partir de hoje estarei desfrutando de minhas merecidas férias.
Ausente desta vida cibernética mas bem presente na vida real.
O meu blog ficará meio empoeirado, mas por uma boa causa.
Revejo-os mais adiante
Abraços
Edu Gomes
sábado, abril 10, 2010
15 anos de idade, de amizade e de lições
Não sabia que você fosse superar tantas coisas meu amigo.
Não sabia que chegaria à senilidade com tanta disposição.
Não sabia que eu seria tão feliz e abençoado com a sua presença.
Não sabia que aprenderia com suas traquinagens caninas.
São 15 anos meus e uns 90 anos seus de convivência (considerando-se que para um cão de porte grande 1 ano vivido equivale a 6 ou 7 anos caninos).
E ainda você está aqui, para a minha felicidade.
Nem o seu médico veterinário sabia que se tornaria um geriatra canino graças a você.
Essa sua raça "vira-lata" da mistura de cão Fila com Weimaraner te deu esse ar caipira e o nome que surgiu em minha mente foi aquele que você foi "batizado": Barnei.
Meu fiel amigo, meu cão querido e meu companheiro, feliz aniversário, feliz 15 anos.
E eu quem pensava que eu fosse o seu dono, mas você mostrou-me que somos irmãos.
segunda-feira, março 29, 2010
A volta de quem não saiu do lugar
"Voltei" ! Mas não havia saído do meu lugar. Apenas tive outras preocupações que ocuparam meu tempo, ocuparam minhas forças, ocuparam a minha concentração e fizaram ausentar-me deste meu "espaço" virtual, onde acabo também "me encontrando" quando coloco particulas, pequenas frações do meu ser através dos posts e principalmente quando encontro com outros internautas, viajores deste espaço inexistente no mundo real mas que ocupa porção de nossa vida.
Coisas que me ocuparam o tempo:
- Minha filha - Entrou na faculdade mas fez com que os seus pais entrassem neste "barco". Ela mudou de casa. saiu e o meu ninho ficou vazio de filhotes (que só tenho ela como filha carnal). Foi um misto de alegria e tristeza. Chorei feito criança quando coloquei as malas do meu "bebê" no carro. Que dor! E ao mesmo tempo uma alegria em poder vê-la tomando o rumo de seu destino, mesmo que de maneira inexperiente, insegura e cheia de dúvidas. Foi um começo difícil. Adaptar-me com um ninho vazio foi e é duro. Visitar a minha filha em seu novo lar, é-me estranho. Acordar no meio da noite e ficar pensando se ela está bem, se está dormindo em segurança, se não está passando dificuldades é uma coisa constante. Mas, a vida é assim mesmo: torcemos para que nossos filhos crescam e prosperem e quando isso ocorre nos sentimos vazios.
- Minha saúde - Meu dia-a-dia profissional trouxe-me o stresss como consequência deste ritmo ocidental de vivermos, onde precisamos fazer as coisas cada vez mais rápidas e melhor. Metas e competição. Resultado: tive um "sinal de alerta" , uma sirene dizendo-me "pare o quanto antes" e o meu coração ofereceu o seu cansaço como balizador de minhas ações e farol para onde eu deveria rumar. "ASA" é o nome técnico que "apareceu" em meu exame de ecodoplercardiograma. Mostrou um aneurisma na parede que divide duas das quatro câmaras cardíacas. Que susto! Melhor foi rever a minha saúde e minha forma de viver. Parei no início da "contramão".
- Meu emprego - Além do relatado acima, ainda estou lidando com um chefe que encontra-se a milhares de quilômetros de minha realidade latino americana. Não fala outra língua que a língua inglesa dele e faz-me "sambar" no meu parco inglês (se não fosse o google translator para me salvar de meus apuros!). Na hora de falar com ele, eu o entendo, mas as minhas palavras (em inglês) simplesmente batem as asas e me deixam em um "branco" total e radiante.
- Meus amigos - Ahhhh! Como fazem um bem danado pra mim, mesmo os poucos amigos que tenho. Pena eu ter estado tão ausente até deles. Assim, resolvi preocupar-me com eles um pouco mais. Visitando-os, ouvindo-os, me abrindo com eles e tentado contatá-los. Ainda não pude encontrar com todos eles.
- Deus - O nome que cada um dá a Deus e ao contato que cada um tem com "ele" não importa. Tive vivido poucos contatos com "ele" e aí é como se fôssemos um radinho de pilha sem a pilha, ou seja, não "tocamos" músicas, não temos "vida" de verdade, somos somente um silencioso objeto inanimado. Bem, resolvi desafiar-me e saí em busca de Deus, em mim mesmo e nos outros. Resolvi fazer uma viagem "ecumênica" e encontrá-LO em outros parâmetros e paradigmas que não fossem só os meus. Já pensou em visitar Deus em outras "casas" dEle? Outras religiões, outros credos outras pessoas, outros "livros sagrados", outros rituais? Não porque a minha fé esteja "abalada" mas para ter a certeza de que Ele não é só o "meu" Deus, Ele é "O" Deus de tudo e todos. Bom tem sido esta viagem exploratória.
- Minhas relações afetivas - Se a saúde não vai bem é porque nas relações afetivas você não cuidou da "saúde afetiva" também. Afinal quando estamos "bem" nas nossas relações afetivas, a saúde física vai bem. Devo e tenho me dedicado ao meu coração (afetivo). Amar é a coisa mais boa que se pode sentir. Não só amor de homem-mulher, mas de amigos, de irmãos, de filhos e pais, de entes. "cuide bem do seu amor" já dizia os "Paralamas do sucesso"
A todos os meus leitores, amigos, colegas, admiradores, curiosos e internautas um grande e afetuoso abraço.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Perguntas que a humanidade recusa-se a responder
Gostaria, na minha enorme ignorância, de obter algumas respostas sobre as questões abaixo.
- Por que gasta-se milhões de dólares...
...com programas sofisticados que buscam vida inteligente fora da Terra, com resultados improváveis, se os mesmos milhões de dólares ajudariam a combater a fome e a desgraça de milhares de vida inteligente e real aqui mesmo na Terra?
...com programas espaciais que buscam água em Marte, mesmo que seja uma gota, se humanidade sequer valoriza os bilhões de litros de água (esgotáveis) existente na Terra?
...para planejar a construção de bases lunares para que algumas dezenas de eleitos cientistas possam "povoar" a Lua se destruimos diariamente colônias, cidades e habitações com guerras, conflitos, explosões e catástrofes naturais oriundas do desequilíbrio ecológico, dando provas que não sabemos conviver pacificamente?
...com programas astronômicos que vasculham o universo em busca de novas estrelas, novas galáxias se somos míopes diante das poluições que provocamos na natureza, "apagando" o brilho azul deste nosso planeta?
...com campanhas políticas, se os mesmos políticos ou os seus financiadores não fazem o mesmo para o meio ambiente, que foi sua "plataforma eleitoral"?
...buscando informações sobre a "origem" do Universo, "de onde viemos?" se não estamos nem um pouco preocupados para saber "para onde vamos" ?
Nossa "astronave" Terra está em colapso, convulsionando, sem direção e a nossa gana por poder e riqueza (temporários) está nos conduzindo para o fim de tudo e o esgotamento do pouco que se tem.
Quando vamos direcionar tais recursos financeiros e esforços tecnológicos para salvar a única coisa real e palpável que é a nossa casa Terra?
ETs? Água em outros planetas? Big Bang? Buracos negros? Bases lunares? Isso tudo tem nos salvado?
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Castelos de areia
São pequenas as coisas com que aprendemos muito: num dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas. Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças iriam cair no choro, depois de tanto esforço e cuidado. Mas tive uma surpresa: em vez de chorar, elas correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.
Compreendi que havia recebido ali uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para construir, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento que temos com as outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, uma onda virá e destruirá ou apagará o que levamos tanto tempo para construir. E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar será capaz de rir e recomeçar.
(texto de autor desconhecido)
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