Esses episódios todos das Operações Navalha, Xeque-Mate, Apagão Aéreo, empreiteiras e políticos corruptos e corruptores, me lembram aqueles locais montados para a diversão de quem gosta de pescaria sem precisar ir na beira do rio, os famosos "Pesque e Pague".
Nestes locais a pessoa tem a oportunidade de na beira de um lago, montar sua cadeirinha, sua suposta tralha de pesca, a cervejinha e molhar a minhoca. Pode até mesmo sair com uns peixes de baixo do braço, se quiser pagar por eles. O negócio funciona na base de se pescar, pega, pesa, paga e leva. Pescou, levou!
Mas, brasileiro malandro que se preza tem o jeitinho de pescar e levar só aquilo que quiser, soltando os peixes sem que o dono do lugar veja. Fica brincando o dia todo e leva só o que achar melhor, afinal tem que mostrar para a patroa que passou o dia todo fora para pescar.
Normalmente os peixes maiores são, na malícia, devolvidos para o tanque (depois da foto, claro) já que o quilo de peixe nestes locais é caro.
Fazendo a analogia, concluo que não é que a polícia federal é o pescador, pegando peixões e peixinhos, mas, por um passe de mágica, os graudões vão de volta para o tanque de engorda? Somem! Desaparecem! Sobram apenas uns lambarizinhos para ir para a frigideira.
É o "Pesque e Solte" do Brasil. Quanto maior o peixe, mais rápido voltam pra engorda, no máximo saem no noticiário.
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